quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Uma noite dessas, ele sonhou com ela...

Outra noite dessas ele sonhou com ela. Foi um sonho rápido mas muito gostoso.

Ele a viu num Shopping - totalmente fora de sua realidade,  ela era uma repórter de TV e fazia algum tipo de entrevista- e assim que ela ficou sozinha, chegou, delicadamente, por trás , pegou-a pelo braço e a convidou para um  café, não lhe dando tempo pra uma recusa.

E assim, finalmente se encontraram.

E o " café de 5 minutos " se transformou numa gostosa e envolvente conversa de mais de 1 hora.

Ele pode falar um pouco de si, ouvir bastante dela, conhecer alguns dos seus trejeitos e "sem-jeitos", curtir seu leve e belo sotaque ilhéu, admirar seu lindo rosto a um palmo de distância, sentir seu delicioso perfume.

Sentiram-se tão à vontade que até "rolaram" uns beijos , suaves, superficiais , tímidos, lábios apenas se tocando!

Quando parecia que algo mais aconteceria, ele acordou e ...ficou , literalmente, com água na boca, ainda sentindo o gosto daquele contato imaginário, sonhado...!


quinta-feira, 20 de abril de 2023

Should he stay or should he go ? Parte I

 Fazia um tempo que ele não pensava mais nela. Ou, pelo menos assim achava. Na realidade, ela nunca saiu dos seus pensamentos, seus devaneios.

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Ela continuava a não lhe dar bola, a atenção que achava conseguiria dela e, embora tenha dado um tempo em seus breves contatos - sempre via mensagens e/ou " emojis" nas redes sociais- de vez em quando voltava à carga tentando despertar sua atenção ou ao menos sua curiosidade. Mas sentia-se no ar, no vazio, sem perceber nenhum interesse.

Será que estaria na hora de desistir de vez? De transformá-la, definitivamente, num personagem de um romance que talvez jamais escreveria - mas que sempre achava que algum dia fá-lo-ia ?

Muitas vezes chegou a tomar tal decisão, mas acabava desistindo de desistir e continuava a cortejá-la ...( será que ela percebia que estava sendo cortejada ?).

O fato que embora já fizesse um bom tempo que que assim agia - mais tempo que imaginava, descobriu ao rever suas primeiras investidas e constatar que fazia mais de dois anos que começara a tentar a chamar sua atenção - parecia que cada vez mais ela o atraia, o fascinava. 

Sua vida andava um pouco tumultuada, muitas coisas a resolver e dizia pra si mesmo que só iria se declarar mais explicitamente, ou dar um jeito de encontrá-la pessoalmente , depois que resolvesse algumas dessas coisas, sendo que a principal seria acabar de arrumar sua casa que do jeito que estava não podia receber ninguém . Assim , como convidá-la pra um jantar com um  belo vinho, na varanda, admirando a lua cheia ? Embora sua casa fosse especial num lugar maravilhoso, a desordem era tal que só ele mesmo frequentava...(sic!).

Ou talvez essa fosse a grande desculpa que tinha sempre na manga pra justificar sua falta  de ousadia em tentar um passo mais objetivo. Juntando com uma certa timidez,  estas desculpas o impediam de se lançar de vez no desafio de encontrá-la ao vivo e a cores e convidá-la pra conversar um pouco.

" ....ao vivo e a cores, sem filtros, sem "emojis", nem siglas e reticências!

Por breves minutos, para quem sabe um interesse despertar.

Ele queria poder sentir seu perfume, seu jeito, seus trejeitos ou mesmo os  seus "sem jeitos".

Ouvir sua voz em tempo real, seu charmoso sotaque ilhéu, ver seus olhos a um palmo de distância!

Ele queria poder estar com ela, 

...saber um pouco dela, poder contar-lhe um pouco de si..."

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Ficava imaginando como seria tal cena:

- Oi,  tudo bem ? Lembra de mim ? O cara  do Instagram, Messenger, WhatApp, por onde a gente tem trocado mensagens já há algum tempo.

- Olá,  lembro sim . Tudo bem com você?

- Tudo e vai ficar melhor se você desta vez aceitar um convite meu , pelo menos para um café, tá afim ?

... .( silêncio, ela meio embaraçada, fica sem jeito de recusar - se assim pensava em fazer ) ....

- Tá, vamos, mas não posso ficar muito tempo , tenho um compromisso daqui a uma hora .

E assim - imaginava ele - ficariam quase duas horas conversando, ele contando tudo sobre a vida dele e ela , um pouco da vida dela .






sábado, 7 de maio de 2022

A Mulher Invisível ...ou seria Imaginária ?

 ...ele queria poder encontrá-la  e conversar um pouco, nem que fosse por apenas 5 minutos...ao vivo e a cores, sem filtros, sem "emojis", nem siglas e reticências...!

Por breve 5 minutos, para quem sabe um interesse despertar.

Ele queria poder sentir seu perfume, seu jeito, seus trejeitos ou mesmo os  seus "sem jeitos".

Ouvir sua voz em tempo real, seu charmoso sotaque ilhéu, ver seus olhos a um palmo de distância!

Ele queria poder estar com ela, mostrar-lhe coisas simples e agradáveis pra fazerem juntos, irem a lugares por perto  que talvez ela não conhecesse.

...saber um pouco dela, poder contar-lhe um pouco de si.

Quem sabe, no meio de tudo isso, algo maior pudesse acontecer ...ou não ! Teriam ao menos tentado. Ficaria, neste caso, uma bela lembrança de bons momentos. Quem sabe , uma gostosa amizade?

Mas só saberiam, se arriscassem a tentar, a experimentar o desconhecido!

( ...ele gostava de lembrar algo que um dia leu em algum lugar que dizia "...é melhor se arrepender das coisas que fizemos do que daquelas que sequer tentamos...")

E, imaginando que tivesse mandado estas linhas pra ela, escreveu :

"P.S : ...eu não mordo , viu ?"



Ensaios sobre o mesmo tema...

 "..que bom acordar 

             com o barulho do silêncio..."


"...que divino e abençoado, acordar e usufruir

              do barulho do silêncio da manhã..."



( anotações feitas em 27/06/2010)

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Lembranças do Meu Pai...

 Toda vez que faço o café da manhã, quase sempre passado num coador de pano, me lembro do meu pai que fazia isso todos os dias, para que quando a mãe acordasse, o cafezinho de todos nós já estivesse pronto. Ele também andava até a padaria perto da nossa casa, comprava o pão e também punha a mesa.

....seu Godofredo, meu pai.

Lembro-me também, muito bem mesmo, do seu rosto alegre, com aquele sorriso maravilhoso, sua mão carinhosa me afagando o rosto, pra me acordar levemente pra aula ...! Abria os olhos e o via  sorrindo, dizendo que era a hora de levantar. Hoje, fecho os olhos e me lembro muito desses momentos, dele, meu saudoso pai...!

Seu Godofredo, meu pai...!


( escrito em 27/06/2010)