Uma poesia chega por chegar
Toca a quem escreve
Não tem por que ter dia, nem lugar
Alimenta uma esperança (ou seria uma torcida?)
de em alguém mais, eco encontrar,entrar, e(n)co(n)trar...!
Sentimentos, idéias que teimam em pular pra fora dos seus esconderijos
Palavras que transbordam da mente, do coração, procurando linhas pra
desaguar
Tal como um rio, à procura do seu mar
E, imitando também seu jeito de ser,às vezes calma, outras turbulenta
A poesia insiste na busca do seu despertar.
Um lugar para compartilhar o que escrevo. Escrevo para mim, para documentar o turbilhão de idéias que me assola e com vontade de saber se o que escrevo a alguém mais interessaria ler. Tal como um filho gerado, no entanto, o importante é apreciar o feito, com a alegria simplesmente por ter tido a oportunidade - e o tempo - de tê-lo feito. Ficaria incompleta, inacabada, essa minha passagem por essa dimensão, se essas linhas não escrevesse...!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Feliz Dia dos Pais, Feliz Aniversário Mãe!
14 de agosto de 2011. A mãe completa hoje, 80 anos. Dia dos pais também, por coincidência! A família reunida, eu e meus irmãos , na casa em que vivemos boa parte de nossas vidas. O pai, desde 2003, nos acompanha, mas de outro lugar, de outra dimensão! Sua presença é forte, muito forte ainda, pelo menos eu sinto assim.
Dia dos pais. Meus filhos viajando, cada um num canto do mundo. Uma me liga de Recife, me saúda um bom dia, um feliz dia dos pais, acho que até com leve sotaque nordestino, imagino ouvir - imaginem, ela acabou se se mudar e faz poucos dias que pelo Nordeste está! A outra, logo mais tarde, me surpreende com uma ligação super rápida, feita de um celular da amiga, diretamente de Miami, onde se encontra, por esses dias, meio a trabalho , meio a passeio - acho que mais a passeio,...rsrsrs! Anyway, foi super gostoso ouvir seu "...feliz dia dos pais, te amo pai ..."!
O mais velho, nas suas andanças pela Europa, lá em seu retiro espiritual, em Lourdes (França) , com certeza - se se lembrou que hoje se comemora por aqui o dia dos pais- pensou em mim e me mandou seu alô. Sinto isso, energeticamente. E se não lembrou, tenho certeza que se lembrou igualmente de mim, e mandou suas boas vibrações de filho alto-astral que é !
Dia dos pais, filhos - geograficamente- longe, mas sempre perto!
Dia da mãe, nossa mãe, ótima nos seus 80 anos, feliz da vida, com a confusão que essa família, quando se junta , provoca. Uma pitada de tempero baiano,da Kátia (a Kátia Guzzo da TV Bahia), a filha que mora em Salvador, que quando chega, logo tudo quer limpar e organizar. Um ar alegre trazido pelo vento sul, desse seu filho que mora, há mais de 30 anos, em Florianópolis, SC e que , como sempre, inovações traz, querendo de alguma forma , a rotina da casa da dona Arliete alterar. A teimosia do filho Godofredo - segundo mais velho, que tem o mesmo nome do pai - que, com muita dificuldade , abre espaços nas mesas e armários, tirando suas revistas e "tralhinhas" pra gente poder as mesas enfeitar. E, como sempre, com a ajuda da nossa irmã caçula, a Karlinha, braço direito da mãe e que pra lá e pra cá, as coisas ajuda a arrumar.
Ah, e desta feita, trazida a reboque, a Leiloca, amiga baianinha de longa data, sobrinha adotiva - existe isto ? - da Kátia, que tipo fiel escudeira, a "tia" ajuda em tudo e nos encanta com seu sotaque baianês! Vixe? Afe!
Festa íntima em casa, mais tarde, só uns poucos da família. Salgadinhos, doces de baba de moça, o famoso bolo (tronco) que só em Campos existe e docinhos diversos: cajuzinho, brigadeiro, olho-de-sogra e claro,os famosos chuviscos que iguais aos de Campos não existem.
80 anos a comemorar, da dona Arliete Guzzo da Cruz, que casada com seu Godofredo Cruz Júnior, nos permitiram aqui estar!
Feliz dia dos pais, Pai ! Feliz aniversário Mãe!
Dia dos pais. Meus filhos viajando, cada um num canto do mundo. Uma me liga de Recife, me saúda um bom dia, um feliz dia dos pais, acho que até com leve sotaque nordestino, imagino ouvir - imaginem, ela acabou se se mudar e faz poucos dias que pelo Nordeste está! A outra, logo mais tarde, me surpreende com uma ligação super rápida, feita de um celular da amiga, diretamente de Miami, onde se encontra, por esses dias, meio a trabalho , meio a passeio - acho que mais a passeio,...rsrsrs! Anyway, foi super gostoso ouvir seu "...feliz dia dos pais, te amo pai ..."!
O mais velho, nas suas andanças pela Europa, lá em seu retiro espiritual, em Lourdes (França) , com certeza - se se lembrou que hoje se comemora por aqui o dia dos pais- pensou em mim e me mandou seu alô. Sinto isso, energeticamente. E se não lembrou, tenho certeza que se lembrou igualmente de mim, e mandou suas boas vibrações de filho alto-astral que é !
Dia dos pais, filhos - geograficamente- longe, mas sempre perto!
Dia da mãe, nossa mãe, ótima nos seus 80 anos, feliz da vida, com a confusão que essa família, quando se junta , provoca. Uma pitada de tempero baiano,da Kátia (a Kátia Guzzo da TV Bahia), a filha que mora em Salvador, que quando chega, logo tudo quer limpar e organizar. Um ar alegre trazido pelo vento sul, desse seu filho que mora, há mais de 30 anos, em Florianópolis, SC e que , como sempre, inovações traz, querendo de alguma forma , a rotina da casa da dona Arliete alterar. A teimosia do filho Godofredo - segundo mais velho, que tem o mesmo nome do pai - que, com muita dificuldade , abre espaços nas mesas e armários, tirando suas revistas e "tralhinhas" pra gente poder as mesas enfeitar. E, como sempre, com a ajuda da nossa irmã caçula, a Karlinha, braço direito da mãe e que pra lá e pra cá, as coisas ajuda a arrumar.
Ah, e desta feita, trazida a reboque, a Leiloca, amiga baianinha de longa data, sobrinha adotiva - existe isto ? - da Kátia, que tipo fiel escudeira, a "tia" ajuda em tudo e nos encanta com seu sotaque baianês! Vixe? Afe!
Festa íntima em casa, mais tarde, só uns poucos da família. Salgadinhos, doces de baba de moça, o famoso bolo (tronco) que só em Campos existe e docinhos diversos: cajuzinho, brigadeiro, olho-de-sogra e claro,os famosos chuviscos que iguais aos de Campos não existem.
80 anos a comemorar, da dona Arliete Guzzo da Cruz, que casada com seu Godofredo Cruz Júnior, nos permitiram aqui estar!
Feliz dia dos pais, Pai ! Feliz aniversário Mãe!
Felicidade...
"...a felicidade não é um fim em si mesmo; a felicidade não é um objetivo a ser atingido. Na construção dos caminhos do bem, da amizade, do amor, da cooperação, fazemos ( ou deixamos de fazer ) nossas vidas e, no meio de tantos planos, tantas idéias, tantos sonhos, a vida acontece... e nesses aconteceres, temos a oportunidade de sentir isso que chamam de felicidade ..."!
terça-feira, 7 de junho de 2011
MANIFESTO DO POETA
Quem disse que poesia tem que ter rimas? Que para ser poeta tem que seguir regras? Que tem que ser bem criticado?
Para ser poeta, ou para estar poeta, como queiram, basta querer escrever, sentindo o que se escreve e procurar agradar somente uma pessoa, na minha maneira de ver, a si mesmo.
Claro, assim me parece, que deve ser algo que te toque, que venha de alguma parte do seu coração, da sua alma, da sua essência, não precisando nem ser do “ fundo do coração”, do “fundo da alma”, como diriam alguns mais exigentes, podendo ser até mesmo da superfície, desde que seja da sua, algo seu, que se não fosse você, não existiria, ninguém tomaria conhecimento.
Não precisa saber recitar nem fazer parte de alguma Academia de Letras.
Poeta que se sente poeta, ou mesmo escritor que se sente escritor, tem que andar com um caderninho, com um bloco de notas à mão, pra escrever quando vem a inspiração, pra não deixar escapar esses momentos de criação, senão corre o risco de , tal como eu agora, quando escrevia estas linhas, ter que escrever em qualquer pedaço de papel – que a gente sempre dá um jeito de achar- , em pedidos de restaurantes, guardanapos de bares, versos de notas fiscais e ... quem sabe- como último recurso , se o único disponível no momento- até num pedaço de papel higiênico ( limpo, claro...) !
Um bloco de notas à mão na ...???... - ( irrecuperável, esta palavra rabiscada freneticamente, no pedaço de papel que tinha disponível, tal a pressa com que escrevia, enquanto almoçava)-...pendente no pescoço , só retirado nas horas do banho e de outras intimidades ! Um momento, uma idéia, uma inspiração pedindo pra ser escrita, não deve ser deixada de lado, sob o risco de se perder, de se esquecer, daí esta sugestão, de um bloco sempre à mão ter! ( rima feita ao acaso, sem querer).
Muitas vezes, palavras duras sairão, até “sujas” poderão dizer alguns críticos de plantão – que sempre à espreita, estarão. Mas procurar eufemismos nessas horas, seria ferir o chamado de dentro, a chama que insiste em procurar seu oxigênio pra queimar, que clama pra ser escrita, pro mundo se expor.
Rilke ( Rainer Maria Rilke, grande poeta da lingua alemã, do início do século passado ), recomendava , em suas “ Cartas a um Jovem Poeta” ( obra póstuma,1929) , para seu discípulo não escrever poesias sobre o amor, porque...,...,...!! E reflito eu, questiono eu, se me permitam a ousadia de Rilke questionar : “...mas por que , Rainer, não escrever sobre este tema, se este tipo de chamado, no momento, fôr o que estiver querendo desabrochar?"
Como impedir uma planta de nascer , uma árvore de brotar, um filho parir ? Por medo de críticas? De lugares-comuns? De mesmices? Mas a quem estaria querendo agradar , o poeta romântico, senão à sua(seu) amada(o) e a si mesmo? E , se por ventura, o objeto dos seus versos, das suas linhas, seu feito não apreciasse, pelo menos a si mesmo teria sido fiel, expressando seus sentimentos. E isso já teria sido motivo suficiente para tê-lo escrito, já teria valido a pena. Se ao restante do mundo agradasse também, ótimo, mais algum dinheiro no bolso, mais tempo pra escrever.
Mas, se tal não acontecesse – o suce$$o(?)- , continuaria o poeta , o escritor, romântico ou não, a escrever. Curtindo cada linha, cada palavra delineada, pelo simples prazer de tal empreitada estar fazendo.
Um poeta, escritor, deve simplesmente apreciar a jornada e, tal como gerar um filho, ficar contente pelo prazer de ter a oportunidade de tal obra fazer, admirando-a com seus olhos, coração e alma, como se fora a mais bonita, sublime e divina coisa que pudesse estar fazendo naqueles momentos !
Beto Guzzo- 24/05/2011
Para ser poeta, ou para estar poeta, como queiram, basta querer escrever, sentindo o que se escreve e procurar agradar somente uma pessoa, na minha maneira de ver, a si mesmo.
Claro, assim me parece, que deve ser algo que te toque, que venha de alguma parte do seu coração, da sua alma, da sua essência, não precisando nem ser do “ fundo do coração”, do “fundo da alma”, como diriam alguns mais exigentes, podendo ser até mesmo da superfície, desde que seja da sua, algo seu, que se não fosse você, não existiria, ninguém tomaria conhecimento.
Não precisa saber recitar nem fazer parte de alguma Academia de Letras.
Poeta que se sente poeta, ou mesmo escritor que se sente escritor, tem que andar com um caderninho, com um bloco de notas à mão, pra escrever quando vem a inspiração, pra não deixar escapar esses momentos de criação, senão corre o risco de , tal como eu agora, quando escrevia estas linhas, ter que escrever em qualquer pedaço de papel – que a gente sempre dá um jeito de achar- , em pedidos de restaurantes, guardanapos de bares, versos de notas fiscais e ... quem sabe- como último recurso , se o único disponível no momento- até num pedaço de papel higiênico ( limpo, claro...) !
Um bloco de notas à mão na ...???... - ( irrecuperável, esta palavra rabiscada freneticamente, no pedaço de papel que tinha disponível, tal a pressa com que escrevia, enquanto almoçava)-...pendente no pescoço , só retirado nas horas do banho e de outras intimidades ! Um momento, uma idéia, uma inspiração pedindo pra ser escrita, não deve ser deixada de lado, sob o risco de se perder, de se esquecer, daí esta sugestão, de um bloco sempre à mão ter! ( rima feita ao acaso, sem querer).
Muitas vezes, palavras duras sairão, até “sujas” poderão dizer alguns críticos de plantão – que sempre à espreita, estarão. Mas procurar eufemismos nessas horas, seria ferir o chamado de dentro, a chama que insiste em procurar seu oxigênio pra queimar, que clama pra ser escrita, pro mundo se expor.
Rilke ( Rainer Maria Rilke, grande poeta da lingua alemã, do início do século passado ), recomendava , em suas “ Cartas a um Jovem Poeta” ( obra póstuma,1929) , para seu discípulo não escrever poesias sobre o amor, porque...,...,...!! E reflito eu, questiono eu, se me permitam a ousadia de Rilke questionar : “...mas por que , Rainer, não escrever sobre este tema, se este tipo de chamado, no momento, fôr o que estiver querendo desabrochar?"
Como impedir uma planta de nascer , uma árvore de brotar, um filho parir ? Por medo de críticas? De lugares-comuns? De mesmices? Mas a quem estaria querendo agradar , o poeta romântico, senão à sua(seu) amada(o) e a si mesmo? E , se por ventura, o objeto dos seus versos, das suas linhas, seu feito não apreciasse, pelo menos a si mesmo teria sido fiel, expressando seus sentimentos. E isso já teria sido motivo suficiente para tê-lo escrito, já teria valido a pena. Se ao restante do mundo agradasse também, ótimo, mais algum dinheiro no bolso, mais tempo pra escrever.
Mas, se tal não acontecesse – o suce$$o(?)- , continuaria o poeta , o escritor, romântico ou não, a escrever. Curtindo cada linha, cada palavra delineada, pelo simples prazer de tal empreitada estar fazendo.
Um poeta, escritor, deve simplesmente apreciar a jornada e, tal como gerar um filho, ficar contente pelo prazer de ter a oportunidade de tal obra fazer, admirando-a com seus olhos, coração e alma, como se fora a mais bonita, sublime e divina coisa que pudesse estar fazendo naqueles momentos !
Beto Guzzo- 24/05/2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
PRA AQUIETAR A ALMA
Descobri o óbvio ululante - parodiando o escritor, grande dramaturgo Nelson Rodrigues ( quem não souber o significado da palavra "ululante", entre em contato, terei o máximo prazer em explicar...!):
"Quando faço qualquer coisa, com tempo,
em tempo, sem pressa
O mundo gira mais tranquilo,
E a minh´alma se aquieta "
"Quando faço qualquer coisa, com tempo,
em tempo, sem pressa
O mundo gira mais tranquilo,
E a minh´alma se aquieta "
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