Olha eu aqui
Em novo fuso
confuso
Em total parafuso...
As coisas embolam
Eu me enrolo
Não sei onde ir ...
......................
Melhor parar e comer
Uma carambola
Ou, talvez um açaí ?
Vou ficar por aqui
Tá difícil de dormir
Um copo d´água, quem sabe,me deixe tranquilo
Sonhar, às vezes, ajuda
Uma solução(?) achar!
Um lugar para compartilhar o que escrevo. Escrevo para mim, para documentar o turbilhão de idéias que me assola e com vontade de saber se o que escrevo a alguém mais interessaria ler. Tal como um filho gerado, no entanto, o importante é apreciar o feito, com a alegria simplesmente por ter tido a oportunidade - e o tempo - de tê-lo feito. Ficaria incompleta, inacabada, essa minha passagem por essa dimensão, se essas linhas não escrevesse...!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Trânsito? Que trânsito ?
O tráfego fica lento, quase parando. Normalmente isto me deixaria chateado, afinal estou - pra variar- em cima da hora, no caminho pro trabalho.
("...bom pro coração, pra dieta,pra aumentar o desempenho nos exercícios físicos...." - escuto na rádio, sobre os efeitos benéficos do chocolate)
Mas hoje não! Aliás, a partir de hoje, espero nunca mais me exasperar por causa do trânsito!
Aproveito o tempo, a marcha lenta, pra escrever. Como todo o cuidado, saco um bloco, caneta e começam a sair estas linhas.
Especialmente hoje, porque me dei conta- mais do que nos outros dias, não sei porque- quão bom é poder acordar, levantar da cama, espreguiçar, apreciar a natureza pelas janelas da casa. O mato, suas cores, as nuvens, a lagoa, o mar ao fundo, espelhando o dourado do sol. Ouvir os pássaros, sentir o cheiro da terra molhada da chuva, que caiu durante a noite.
Sair de casa, após um banho gostoso, um belo café da manhã- ou , poderia ser o contrário também:
...após um belo banho e um gostoso café da manhã- após dar de comida e brincar um pouco com os cachorros.
Sentir a brisa no rosto, enquanto dirigia pela estrada do Rio Tavares ( Florianópolis, SC), com seu bucólico trânsito!
Sentindo e vivenciando esses pequenos(?) detalhes, me toquei quão abençoado sou, por poder ter a chance de tudo isso usufruir.
Reclamar do trânsito ? Que trânsito ?
("...bom pro coração, pra dieta,pra aumentar o desempenho nos exercícios físicos...." - escuto na rádio, sobre os efeitos benéficos do chocolate)
Mas hoje não! Aliás, a partir de hoje, espero nunca mais me exasperar por causa do trânsito!
Aproveito o tempo, a marcha lenta, pra escrever. Como todo o cuidado, saco um bloco, caneta e começam a sair estas linhas.
Especialmente hoje, porque me dei conta- mais do que nos outros dias, não sei porque- quão bom é poder acordar, levantar da cama, espreguiçar, apreciar a natureza pelas janelas da casa. O mato, suas cores, as nuvens, a lagoa, o mar ao fundo, espelhando o dourado do sol. Ouvir os pássaros, sentir o cheiro da terra molhada da chuva, que caiu durante a noite.
Sair de casa, após um banho gostoso, um belo café da manhã- ou , poderia ser o contrário também:
...após um belo banho e um gostoso café da manhã- após dar de comida e brincar um pouco com os cachorros.
Sentir a brisa no rosto, enquanto dirigia pela estrada do Rio Tavares ( Florianópolis, SC), com seu bucólico trânsito!
Sentindo e vivenciando esses pequenos(?) detalhes, me toquei quão abençoado sou, por poder ter a chance de tudo isso usufruir.
Reclamar do trânsito ? Que trânsito ?
segunda-feira, 5 de março de 2012
Como se num filme ou num livro, estivesse...!
Você já sentiu, como se tivesse, fazendo parte de um filme, ou, talvez de uma narrativa, pelo menos, de um trecho de um livro:
"... entrara em casa, como de costume. Antes, ao estacionar o carro na garagem, os cachorros vieram fazer a festa usual.Desligou o carro, o som ainda alto, na mesma estação do rádio de dentro de casa , que sempre deixava ligado. Dava uma sensação gostosa, chegar ouvindo um belo som, estacionar, no silêncio da sua mata particular - sim, ele morava , num terreno, enorme, cercado por árvores e plantas por todos os lados- e , sentir a sintonia e sincronia com o som que vinha de dentro da casa.
Soltou o cachorro , o de raça, mais "perigoso", que ficava preso numa corrente bem grande, de tal modo a permitir que ele- o cachorro- pudesse ficar à vontade e se movimentar bem , em torno da casa.
Subiu as escadas , pra varanda, que dava acesso à porta principal. A lua, no alto do céu meio nublado (ou seria, meio aberto?), começando a ficar cheia, brilhava,dando um colorido especial àquela noite.
Abriu a casa, e o cheiro de ar preso, escapa, o ar quente do dia se esvai, pra entrada da brisa fresca de mais uma noite de verão.
No caminho de casa, dirigindo pelas ruas, já se imaginava fazendo um filme, ou até fazendo parte dum. As pessoas andando de bicicleta pela Beira-Mar, outras correndo, o mar escuro da baia, ao fundo, dando um colorido "noir" , ao som de uma trilha sonora da sua FM predileta, uma música tipo trilha musical de um "road-movie".
As expressões, em inglês, saiam automaticamente, expressando os sentimentos que o assolavam. De modo algum, queria ser "snob", só lhe faltaram as palavras certas na sua língua mater.
E, assim, foi chegando em casa, e , enebriado, talvez, pela noite fresca e enluarada de verão, se sentou e escreveu essas frases...!"
"... entrara em casa, como de costume. Antes, ao estacionar o carro na garagem, os cachorros vieram fazer a festa usual.Desligou o carro, o som ainda alto, na mesma estação do rádio de dentro de casa , que sempre deixava ligado. Dava uma sensação gostosa, chegar ouvindo um belo som, estacionar, no silêncio da sua mata particular - sim, ele morava , num terreno, enorme, cercado por árvores e plantas por todos os lados- e , sentir a sintonia e sincronia com o som que vinha de dentro da casa.
Soltou o cachorro , o de raça, mais "perigoso", que ficava preso numa corrente bem grande, de tal modo a permitir que ele- o cachorro- pudesse ficar à vontade e se movimentar bem , em torno da casa.
Subiu as escadas , pra varanda, que dava acesso à porta principal. A lua, no alto do céu meio nublado (ou seria, meio aberto?), começando a ficar cheia, brilhava,dando um colorido especial àquela noite.
Abriu a casa, e o cheiro de ar preso, escapa, o ar quente do dia se esvai, pra entrada da brisa fresca de mais uma noite de verão.
No caminho de casa, dirigindo pelas ruas, já se imaginava fazendo um filme, ou até fazendo parte dum. As pessoas andando de bicicleta pela Beira-Mar, outras correndo, o mar escuro da baia, ao fundo, dando um colorido "noir" , ao som de uma trilha sonora da sua FM predileta, uma música tipo trilha musical de um "road-movie".
As expressões, em inglês, saiam automaticamente, expressando os sentimentos que o assolavam. De modo algum, queria ser "snob", só lhe faltaram as palavras certas na sua língua mater.
E, assim, foi chegando em casa, e , enebriado, talvez, pela noite fresca e enluarada de verão, se sentou e escreveu essas frases...!"
sábado, 21 de janeiro de 2012
Palavras, frases...!
Quando paro, penso, escrevo
Passadas, caminhadas, travadas, palavras atiradas
Ao som de músicas ouvidas, sentidas, solto o imaginário
Vinha andando pela rua, quando o som , são, sem pretensão do
nada me acordou
Preciso ser coerente? pra quê, pra quem ?
Métricas derrubadas, conceitos deixados de lado
eram já 4 da madruga e eu precisava ir pra casa
O som das caixas, amplificadas, me mantinha acordado
Na realidade , embriagado, tamanho o sono
Viajava no tempo, agora com tempo
Passavam os acordes pela mente
se dormia , até rangia os dentes
Procurava não parecer demente
e, com fome, cozinhava uma massa “al dente”
O sono finalmente chegou
me derrubou, quase literalmente,
dormindo de olhos abertos, sonhava acordado-pensava
Mais um dia, mais uma página, mais um dia sem o fechamento
do som, sem uma grand–finale (precisaria ?)...!
Palavras soltas, frases sem nexo
o show começa a terminar
depois de terminar de começar
Jogo com as palavras que acabam me derrubando
pra cama levar, relaxar, enfim, o sono dos justos
encontrar!
Passadas, caminhadas, travadas, palavras atiradas
Ao som de músicas ouvidas, sentidas, solto o imaginário
Vinha andando pela rua, quando o som , são, sem pretensão do
nada me acordou
Preciso ser coerente? pra quê, pra quem ?
Métricas derrubadas, conceitos deixados de lado
eram já 4 da madruga e eu precisava ir pra casa
O som das caixas, amplificadas, me mantinha acordado
Na realidade , embriagado, tamanho o sono
Viajava no tempo, agora com tempo
Passavam os acordes pela mente
se dormia , até rangia os dentes
Procurava não parecer demente
e, com fome, cozinhava uma massa “al dente”
O sono finalmente chegou
me derrubou, quase literalmente,
dormindo de olhos abertos, sonhava acordado-pensava
Mais um dia, mais uma página, mais um dia sem o fechamento
do som, sem uma grand–finale (precisaria ?)...!
Palavras soltas, frases sem nexo
o show começa a terminar
depois de terminar de começar
Jogo com as palavras que acabam me derrubando
pra cama levar, relaxar, enfim, o sono dos justos
encontrar!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
A faxina e o relógio...!
As mulheres ( trabalham em dupla) que vêm aqui na minha casa, a cada 15 dias para fazer a faxina, hoje me perguntaram por que meu relógio da parede estava de cabeça pra baixo...!?
Elas deviam ver aquele relógio ali, daquele jeito, e imaginavam coisas :
“...ah, talvez, seja alguma peça faltando e aí o Beto tem que deixar ele assim;
“...talvez algum defeito na parede, o impeça de pendurar o relógio , de forma “normal”...;
“...talvez,talvez, talvez...”
Lá deveriam ficar elas, durante uns bons dias, eu imagino, a comentar entre elas e, provavelmente com a vizinhança toda, sobre o tal relógio pendurado de cabeça pra baixo.
Bem, pensei em responder que assim estava, de maneira que eu pudesse treinar meu cérebro, mantê-lo bem saudável – com pequenos exercícios, desses que se aprende em livros sobre neurociência(chic...rsrsrs...)- sempre bem ativo, acionando circuitos, sinapses que , se não forçadas, ficariam esquecidos e tornariam minha capacidade cognitiva, de raciocínio cada vez menos efetiva, com o passar dos anos.
Claro que eu não dei toda essa explicação científica, simplesmente falei que era pra eu não ficar “gagá” tão rapidamente, já que , chegando perto dos sessenta, as sombras do alemão ( um tal de “Al Zaimer” ) e do americano ( “Par Quem Son”) começam a nos rondar.
Bem, falei que também fazia algumas outras “ maluquices” para me manter não maluco – gozado, né? Pra gente não ficar demente, tem que ficar agindo tal qual um, fazendo esses exercícios malucos ...rsrsrs! Do tipo :
- andar de costas;
- andar de olhos fechados;
- fazer várias coisas com a mão esquerda ( sou destro); ( puts, outro dia, descasquei uma laranja inteira usando a faca na mão esquerda...nossa, foi uma eternidade descascar aquela laranja...!
- fazer palavras cruzadas, eu até tento- comprei até uma revistinha, dessas só dessas brincadeirinhas, mas não tive saco ainda pra começar ...! Que exercício a gente deve fazer pra ter essa força de vontade ? De fazer palavras cruzadas !
Bem... acho que as convenci(?) , numa boa , pois uma delas até me disse que também ela- nos seus 40 anos, uns vinte anos mais nova que eu- fazia algumas dessas “maluquices “ ...pra não ficar louca !
Mas, voltando ao momento da pergunta delas, eu disse pra elas que, se o relógio na parede, daquela forma, as incomodasse, que poderiam virá-lo de cabeça pra cima, durante o tempo que estivessem na casa, e ao sair, se lembrassem, colocá-lo de volta na posição “anormal”. Eu até assim, o fiz, antes de sair, pra elas ficarem à vontade, duvidando que fossem lembrar de colocá-lo de volta de cabeça pra baixo.
Cheguei de volta do trabalho, entro em casa e ... para minha supresa, o relógio marcava 8 e vinte ...isso é dez pras dez, da noite...elas lembraram !!!!!
Elas deviam ver aquele relógio ali, daquele jeito, e imaginavam coisas :
“...ah, talvez, seja alguma peça faltando e aí o Beto tem que deixar ele assim;
“...talvez algum defeito na parede, o impeça de pendurar o relógio , de forma “normal”...;
“...talvez,talvez, talvez...”
Lá deveriam ficar elas, durante uns bons dias, eu imagino, a comentar entre elas e, provavelmente com a vizinhança toda, sobre o tal relógio pendurado de cabeça pra baixo.
Bem, pensei em responder que assim estava, de maneira que eu pudesse treinar meu cérebro, mantê-lo bem saudável – com pequenos exercícios, desses que se aprende em livros sobre neurociência(chic...rsrsrs...)- sempre bem ativo, acionando circuitos, sinapses que , se não forçadas, ficariam esquecidos e tornariam minha capacidade cognitiva, de raciocínio cada vez menos efetiva, com o passar dos anos.
Claro que eu não dei toda essa explicação científica, simplesmente falei que era pra eu não ficar “gagá” tão rapidamente, já que , chegando perto dos sessenta, as sombras do alemão ( um tal de “Al Zaimer” ) e do americano ( “Par Quem Son”) começam a nos rondar.
Bem, falei que também fazia algumas outras “ maluquices” para me manter não maluco – gozado, né? Pra gente não ficar demente, tem que ficar agindo tal qual um, fazendo esses exercícios malucos ...rsrsrs! Do tipo :
- andar de costas;
- andar de olhos fechados;
- fazer várias coisas com a mão esquerda ( sou destro); ( puts, outro dia, descasquei uma laranja inteira usando a faca na mão esquerda...nossa, foi uma eternidade descascar aquela laranja...!
- fazer palavras cruzadas, eu até tento- comprei até uma revistinha, dessas só dessas brincadeirinhas, mas não tive saco ainda pra começar ...! Que exercício a gente deve fazer pra ter essa força de vontade ? De fazer palavras cruzadas !
Bem... acho que as convenci(?) , numa boa , pois uma delas até me disse que também ela- nos seus 40 anos, uns vinte anos mais nova que eu- fazia algumas dessas “maluquices “ ...pra não ficar louca !
Mas, voltando ao momento da pergunta delas, eu disse pra elas que, se o relógio na parede, daquela forma, as incomodasse, que poderiam virá-lo de cabeça pra cima, durante o tempo que estivessem na casa, e ao sair, se lembrassem, colocá-lo de volta na posição “anormal”. Eu até assim, o fiz, antes de sair, pra elas ficarem à vontade, duvidando que fossem lembrar de colocá-lo de volta de cabeça pra baixo.
Cheguei de volta do trabalho, entro em casa e ... para minha supresa, o relógio marcava 8 e vinte ...isso é dez pras dez, da noite...elas lembraram !!!!!
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