quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Nordestismos

Acabo de chegar de uma bela viagem por Pernambuco - Fernando de Noronha (mágica!), Recife e litoral sul - dando uma espiadela em Maceió - a mais bela orla(beira-mar) que tive a oportunidade de conhecer, na praia de Pajuçara!
Sem falar nas belezas naturais, de conhecimento público - impossível não se extasiar diante das belas praias de Noronha com suas águas cristalinas e uma fauna e flora incrível! Nadar e mergulhar num espelho d´água,com temperaturas perfeitas e visibilidade mínima de 15 a 20 metros, no mínimo, é algo que não pode deixar de ser experimentado, tamanha a magia experimentada, vivenciada. Ainda mais, se tiver a sorte de nadar perto de tubarões e barracudas, sem o menor perigo, tal o equilíbrio - da cadeia alimentar- existente. Algo indescritível, que só pode ser devidamente avaliado, se vivenciado.
Assim, sem me alongar mais - mas mesmo assim, tendo me alongado- passo a descrever outros aspectos desse Brasil que não conhecia, ainda!
A princípio, chegava a me causar espanto o linguajar nordestino, com suas expressões, nada usuais pra nós, do sudeste , sul. Frutaria, comedoria, painho,mainha(o), bom por demais, eu e mais tu, oxe(ou o oche ?!), e por aí vai...! E as adaptações do nordestino para o inglês ( parasols ,para expressar na língua do Tio Sam, a palavra " parasóis! Aviso , da prefeitura de Porto Galinhas, na praia : " Limits of chairs and parasols!, a versão de " Limite de cadeiras e parasols", demarcando até onde se podia armar os tais parasóis ( a tradicionais -para nós aqui do , sudeste, sul- barraca de praia, ou guarda-sol!)
Mas, aos poucos, fui me acostumando e reconhecendo que temos, na realidade, vários “Brasis” no nosso lindo Brasil, assim como temos várias vertentes, regionalismos, do nosso belo português. Assim, não se trata de dizer que ser fala errado, no Nordeste.- quem seria eu para ousar tal afirmativa?- mas , pelo menos , para nós , aqui, das bandas mais ao sul do Equador, admitir que por lá , se fala de uma maneira diferente, e que, talvez, até nem conste nos tradicionais dicionários, algumas expressões. Mas se o povo fala , se o povo entente e se comunica, por lá, tá certo e pronto! Assim, fui me acostumando, até aderindo e passando a usar o que passei a chamar de Nordestismo ( não temos o Anglicismo ?).
Povo simples, comunicativo, às vezes retraído, mas sempre alegre e educado, esse irmãos do Nordeste me conquistaram. São diferentes nas suas falas, nas aparências, nos seus modos, mas são parte de nós, desse Brasil, que tem vários “Brasis”!
Acostumei-me a cruzar,no trânsito , mesmo de grandes cidades, com carroças – em Pajuçara, Maceió, uma placa de trânsito indicava a proibição de estacionar carroças, puxada a jegue ou cavalo! Encarei, com surpresa e “naturalidade”, o segurança de um posto de gasolina, à beira da estrada, sentado com uma espingarda no colo – um senhor, magrinho, vestido à paisana, bem nordestino, com seu “trabuco” , repousando tranquilamente nas suas pernas. Mercados, com peixes e carnes em bancadas fora da geladeira; quitandas espalhadas pelas ruelas em volta do Mercado São José, em Recife, vendendo todos os tipos de frutas; barcos cruzando o Capibaribe – ou seria o Beberibe? – sem salva-vidas, com tábuas soltas servido de refôrço pro fundo do barco; comi guisado de bode( faltou experimentar a famosa “buchada de bode”),cuscus com salsichas no café da manhã e muito queijo coalho.
Tudo isso, ao mesmo tempo, “ chocante” e natural. Aprendi que lá é assim e ninguém passa mal com dor de barriga, nem barcos afundam facilmente.
E, ainda por cima, o povo tem, talvez, o carnaval mais alegre e econômico do país, sem abadás, sem cordões e a grande maioria dos blocos, sem trios elétricos , só ao som dos Maracatus e dos saltitantes Frevos. Cada um faz o seu carnaval, seguindo os blocos que mais lhe agrada. Tem o Galo da Madrugada ( este, excepcionalmente, puxado a trios, mas de livre acesso a quem quiser, reunido mais de 1 milhão de pessoas). Tem a Galinha do Meio-Dia, em Porto Galinhas; tem o boneco da meia-noite em Olinda, que tem também a euforia do carnaval das ladeiras e dos encontros e desencontros nas esquinas dos quatro cantos.
Enfim ,uma grande magia, que ajuda a emoldurar esse Nordestismo, que a todos encanta.
Obrigado, povo do Nordeste, pela hospitalidade e por ter me dado a oportunidade de estar com vocês , mesmo que por poucos dias. Sinto-me mais brasileiro do que nunca. Vixe !

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Recomeçar

Sempre digo que é hora de recomeçar
Paro muito, hiatos longos...
Que me deixam num outro mundo
Às vezes sem ar de pensar

Escrever só por escrever ?
Criar só pelo prazer de criar ?
Mas o que é esse impulso
Que vira e mexe, em mim aparece?

Volto a escrever, talvez no automático
Talvez só pelo fato
Mas volto a imaginar, nas letras voar !
( escrito em 30/08/2004)
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RAPIDINHAS

RAPIDINHAS

Momentos ...

Toda pessoa ao chegar aos 50 (seu meio tempo de vida, cenário otimista...) deveria escrever, não exatamente suas memórias, mas os seus “me lembros”.
Pois, foi a partir dessa idéia que resolvi escrever esse livro – estou trabalhando nele -. São muitas lembranças, a maioria muito boas, algumas nem tanto, mas são lembranças que marcaram minha vida, meus momentos. E o que é a vida, senão uma seqüência de momentos ?

07/07/2006

Em français ?

On vas, de tants en temps,
Courrire, Guerrire,
Sourrire…
On vas, tout les temps,
Faire l’impossible
Pour Vivre.

(aceitando correções na escrita, pois, apesar de me virar na fala, minha escrita ,em francês, está muito enferrujada. Assim, leitores fluentes na língua, toda correção é bem vinda. Merci beaucoup.)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Um motivo pra escrever...

Na pressa acabou perdendo a entrada pro supermercado e teve que fazer a maior volta pra chegar onde queria.
Estava atrás de uns vinhos, que estavam em promoção, e que talvez tivesse naquela loja, naquela filial do super.
Não tinha, tudo "sold out" , que fazer ?
Acabou fazendo outras compras e pra não perder a viagem do vinho, resolveu comprar um outro, mais caro, só para experimentar.
As compras todas - bem poucas - couberam na sacola retornável, que também comprou, por não ter trazido a sua, que ficou no carro.
Ao chegar em casa, tirou as compras com cuidado, de dentro do carro, soltou o cachorro e subiu as escadas da varanda , de acesso à casa.
Com várias coisas na mão, teve que soltar a bolsa com as compras pra......soltar...soltar não ...! A garrafa de vinho...!Puts, tarde demais, só ouviu aquele chiadinho de líquido escorrendo e ... sentiu a M$%#@ ...Acabara de quebrar a (única ) garrafa de vinho, o mais caro que resolvera experimentar, e , de quebra...puts, olha o trocadilho involuntário, juro, acabou molhando o resto das compras , as frutas, essas tudo bem, só lavar, mas ...o papel higiênico , especial, super caro , que uma vez ou outra compra, pôxa, essa foi fogo...!(ou, melhor expressando, " essa foi uma m#@*&%**..."!!
Bem, o que fazer ? Esbravejar? Reclamar ? Com quem ?
Podia fica P da vida, ou simplesmente relaxar e resgatar os salvados.
Foi o que fêz...! Pensando no velho ditado judeu (?) : ...quando algo se quebra é que algo pior iria acontecer e não acontecerá mais. Ficou contente!
Limpou tudo , e , só de birra, fez um lanche regado a vinho, com uma garrafa de um bem baratinho que tinha na geladeira.
Mas , não sei por que, sentiu um imenso prazer bebendo aquele vinho baratinho...!
Inspirou-se, - fazia tempo que não fazia isto-, começou a escrever e , entre outras coisas, escreveu esta crônica!

Só amar ou Só e o Mar ?

Não sei o que sinto ...pode ?
Mais uma vez me vejo
Perdido
Nos sentimentos
Nas emoções

Sinto ( sinto ?)
Um vazio
Um buraco que vem dentro
( podia vir de outro lugar ?)

Queria amar
Naturalmente amar

Sem esforço
Sem expectativas
Só amar
...Ou seria
Só
e o
Mar?