Ao ver meu nome na tela o Caixa brincou – Carlos, como Carlos Drummond de Andrade, o escritor, alagoano(?)...!-
(Bem, o Drummond, era mineiro, nascido em Itabira, segundo sua biografia,mas, deixei rolar...Será que existiu um outro Carlos, escritor também, do Alagoas ?)
Fiquei, de certa forma, espantado(preconceito...tststs), com tal comentário. Uma pessoa, que aparentava ( somente aparentava) pouca ( quanta pretensão, eu ter essa imagem...tststs) cultura, fazer referência a um dos nossos grandes escritores do século XX, o grande poeta e cronista CDA! Tubo bem, que puxou o CDA, lá pra cima, mas - pensava eu- será que eu o corrigia? Falava com tal entusiasmo, que resolvi deixar pra lá e, desculpe-me Drummond, mas, pelo menos, por alguns minutos você se tornou alagoano...!
Indaguei, meio perplexo, enquanto ele passava minhas compras, pelo seu leitor de código de barras:
- Conhece, então o grande Carlos D Andrade ?-
- Sim, grande alagoano(?), assim como eu. Eu sou de lá, sabia ? – disse , orgulhosamente.
O sorriso do jovem, do alto da sua simplicidade, me impressionou e resolvi arriscar a pensar que ele realmente conhecia o CDA, só errando ,um pouquinho, suas origens. Assim, provoquei :
- Gosta de poesias ? Já leu livros do CDA ?
- Conhece “...(?).......” ? - Rebateu de volta, me dando uma sinuca, citando um nome de um livro que nunca tinha ouvido falar. Talvez, fosse, realmente um outro Carlos, escritor, mas ...! De qualquer modo, agora, quem começava a se sentir com pouca cultura, era eu ...!
- Esse não, mas já li muitos outros, muitas crônicas, gosto muito- , retruquei.
Elogiei sua terra natal, por onde, por coincidência, tinha acabado de passar por lá, pela primeira vez, há cerca de 1 mês.
- Linda cidade , Maceió. E Pajussara, que praia linda.! - , comentei.
- Pajussara,Pajussara..., é só alegria, alegria...-, falou, de volta, mostrando seu largo sorriso , e, com certeza, satisfeito de ter encontrado , ali, por breves minutos, um companheiro de bate-papo, com interesses em comum.
- E Cecília Meireles, conhece também ? - Volta a me provocar ( assim , pensei, por instantes ).
- Sabia que ela era órfã ? – Me dando mais uma sinuca...!
(Cecília Meireles, foi realmente uma filha órfã, criada pela sua avó! Bingo pro Caixa!)
- Bem, não conheço muito sobre a vida dela, somente li alguns dos seus poemas, é uma das escritoras da minha lista, ainda a ser explorada – respondi, de forma entusiástica, já, a essa altura, super contente de estar conhecendo o Wedson, um dos Caixas do supermercado Imperatriz, ali, na Mauro Ramos aqui de Floripa.
E começou, novamente a disparar, seu conhecimento de nomes de nossos escritores:
– E Cruz e Sousa, catarinense ?-
– Bem, este , claro, já ouvi falar muito, já li sobre, mas nunca li nada de sua autoria – respondi ,meio envergonhado , agora, da minha ignorância em termos de literatura catarinense.
- E você, já ouviu falar do Mário Quintana ? Este é um dos meus favoritos , conheço bastante coisa dele- falei, agora eu, também, com um certo orgulho !
– Ah, claro – disse o Wedson- já ouvi falar, mas não li, ainda , nada dele !-
- Bem, este, recomendo mesmo. Vale muito a pena -, disse .
Bem, as compras tinham chegado ao fim. Foram só 2 garrafas de vinho, incrível, mas tivemos bastante tempo, para o nosso bate-papo, sem que se formasse fila . Somente uma pessoa, apareceu naquele caixa, já quando eu encerrava e pagava , passando meu cartão. Parece que o universo conspirava ali, para que aquele breve e proveitoso encontro se realizasse.
E lá fui eu embora da minha experiência de compras, com um Caixa de supermercado, amante de literatura, e que , pelos seus largos sorrisos, pareceu ter curtido muito nosso bate-papo!
Confesso que, do alto dos meus preconceitos – que imaginava não ter ...tststs- jamais imaginaria ter esse tipo de conversa, logo com um Caixa de supermercado... “quantos, preconceitos, ocultos, carregava...” pensava com meus botões!.
Mas ali, não estava um Caixa qualquer! Tive a sorte de encontrar –mesmo que por poucos minutos – o Wedson, alagoano, que pegou emprestado pra sua terra natal, o mineiro Carlos Drumond de Andrade. Wedson, amante das letras, tal como CDA! Êta , Caixa arretado, cabra da peste!!
Um lugar para compartilhar o que escrevo. Escrevo para mim, para documentar o turbilhão de idéias que me assola e com vontade de saber se o que escrevo a alguém mais interessaria ler. Tal como um filho gerado, no entanto, o importante é apreciar o feito, com a alegria simplesmente por ter tido a oportunidade - e o tempo - de tê-lo feito. Ficaria incompleta, inacabada, essa minha passagem por essa dimensão, se essas linhas não escrevesse...!
sábado, 13 de abril de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Nordestismos
Acabo de chegar de uma bela viagem por Pernambuco - Fernando de Noronha (mágica!), Recife e litoral sul - dando uma espiadela em Maceió - a mais bela orla(beira-mar) que tive a oportunidade de conhecer, na praia de Pajuçara!
Sem falar nas belezas naturais, de conhecimento público - impossível não se extasiar diante das belas praias de Noronha com suas águas cristalinas e uma fauna e flora incrível! Nadar e mergulhar num espelho d´água,com temperaturas perfeitas e visibilidade mínima de 15 a 20 metros, no mínimo, é algo que não pode deixar de ser experimentado, tamanha a magia experimentada, vivenciada. Ainda mais, se tiver a sorte de nadar perto de tubarões e barracudas, sem o menor perigo, tal o equilíbrio - da cadeia alimentar- existente. Algo indescritível, que só pode ser devidamente avaliado, se vivenciado.
Assim, sem me alongar mais - mas mesmo assim, tendo me alongado- passo a descrever outros aspectos desse Brasil que não conhecia, ainda!
A princípio, chegava a me causar espanto o linguajar nordestino, com suas expressões, nada usuais pra nós, do sudeste , sul. Frutaria, comedoria, painho,mainha(o), bom por demais, eu e mais tu, oxe(ou o oche ?!), e por aí vai...! E as adaptações do nordestino para o inglês ( parasols ,para expressar na língua do Tio Sam, a palavra " parasóis! Aviso , da prefeitura de Porto Galinhas, na praia : " Limits of chairs and parasols!, a versão de " Limite de cadeiras e parasols", demarcando até onde se podia armar os tais parasóis ( a tradicionais -para nós aqui do , sudeste, sul- barraca de praia, ou guarda-sol!)
Mas, aos poucos, fui me acostumando e reconhecendo que temos, na realidade, vários “Brasis” no nosso lindo Brasil, assim como temos várias vertentes, regionalismos, do nosso belo português. Assim, não se trata de dizer que ser fala errado, no Nordeste.- quem seria eu para ousar tal afirmativa?- mas , pelo menos , para nós , aqui, das bandas mais ao sul do Equador, admitir que por lá , se fala de uma maneira diferente, e que, talvez, até nem conste nos tradicionais dicionários, algumas expressões. Mas se o povo fala , se o povo entente e se comunica, por lá, tá certo e pronto! Assim, fui me acostumando, até aderindo e passando a usar o que passei a chamar de Nordestismo ( não temos o Anglicismo ?).
Povo simples, comunicativo, às vezes retraído, mas sempre alegre e educado, esse irmãos do Nordeste me conquistaram. São diferentes nas suas falas, nas aparências, nos seus modos, mas são parte de nós, desse Brasil, que tem vários “Brasis”!
Acostumei-me a cruzar,no trânsito , mesmo de grandes cidades, com carroças – em Pajuçara, Maceió, uma placa de trânsito indicava a proibição de estacionar carroças, puxada a jegue ou cavalo! Encarei, com surpresa e “naturalidade”, o segurança de um posto de gasolina, à beira da estrada, sentado com uma espingarda no colo – um senhor, magrinho, vestido à paisana, bem nordestino, com seu “trabuco” , repousando tranquilamente nas suas pernas. Mercados, com peixes e carnes em bancadas fora da geladeira; quitandas espalhadas pelas ruelas em volta do Mercado São José, em Recife, vendendo todos os tipos de frutas; barcos cruzando o Capibaribe – ou seria o Beberibe? – sem salva-vidas, com tábuas soltas servido de refôrço pro fundo do barco; comi guisado de bode( faltou experimentar a famosa “buchada de bode”),cuscus com salsichas no café da manhã e muito queijo coalho.
Tudo isso, ao mesmo tempo, “ chocante” e natural. Aprendi que lá é assim e ninguém passa mal com dor de barriga, nem barcos afundam facilmente.
E, ainda por cima, o povo tem, talvez, o carnaval mais alegre e econômico do país, sem abadás, sem cordões e a grande maioria dos blocos, sem trios elétricos , só ao som dos Maracatus e dos saltitantes Frevos. Cada um faz o seu carnaval, seguindo os blocos que mais lhe agrada. Tem o Galo da Madrugada ( este, excepcionalmente, puxado a trios, mas de livre acesso a quem quiser, reunido mais de 1 milhão de pessoas). Tem a Galinha do Meio-Dia, em Porto Galinhas; tem o boneco da meia-noite em Olinda, que tem também a euforia do carnaval das ladeiras e dos encontros e desencontros nas esquinas dos quatro cantos.
Enfim ,uma grande magia, que ajuda a emoldurar esse Nordestismo, que a todos encanta.
Obrigado, povo do Nordeste, pela hospitalidade e por ter me dado a oportunidade de estar com vocês , mesmo que por poucos dias. Sinto-me mais brasileiro do que nunca. Vixe !
Sem falar nas belezas naturais, de conhecimento público - impossível não se extasiar diante das belas praias de Noronha com suas águas cristalinas e uma fauna e flora incrível! Nadar e mergulhar num espelho d´água,com temperaturas perfeitas e visibilidade mínima de 15 a 20 metros, no mínimo, é algo que não pode deixar de ser experimentado, tamanha a magia experimentada, vivenciada. Ainda mais, se tiver a sorte de nadar perto de tubarões e barracudas, sem o menor perigo, tal o equilíbrio - da cadeia alimentar- existente. Algo indescritível, que só pode ser devidamente avaliado, se vivenciado.
Assim, sem me alongar mais - mas mesmo assim, tendo me alongado- passo a descrever outros aspectos desse Brasil que não conhecia, ainda!
A princípio, chegava a me causar espanto o linguajar nordestino, com suas expressões, nada usuais pra nós, do sudeste , sul. Frutaria, comedoria, painho,mainha(o), bom por demais, eu e mais tu, oxe(ou o oche ?!), e por aí vai...! E as adaptações do nordestino para o inglês ( parasols ,para expressar na língua do Tio Sam, a palavra " parasóis! Aviso , da prefeitura de Porto Galinhas, na praia : " Limits of chairs and parasols!, a versão de " Limite de cadeiras e parasols", demarcando até onde se podia armar os tais parasóis ( a tradicionais -para nós aqui do , sudeste, sul- barraca de praia, ou guarda-sol!)
Mas, aos poucos, fui me acostumando e reconhecendo que temos, na realidade, vários “Brasis” no nosso lindo Brasil, assim como temos várias vertentes, regionalismos, do nosso belo português. Assim, não se trata de dizer que ser fala errado, no Nordeste.- quem seria eu para ousar tal afirmativa?- mas , pelo menos , para nós , aqui, das bandas mais ao sul do Equador, admitir que por lá , se fala de uma maneira diferente, e que, talvez, até nem conste nos tradicionais dicionários, algumas expressões. Mas se o povo fala , se o povo entente e se comunica, por lá, tá certo e pronto! Assim, fui me acostumando, até aderindo e passando a usar o que passei a chamar de Nordestismo ( não temos o Anglicismo ?).
Povo simples, comunicativo, às vezes retraído, mas sempre alegre e educado, esse irmãos do Nordeste me conquistaram. São diferentes nas suas falas, nas aparências, nos seus modos, mas são parte de nós, desse Brasil, que tem vários “Brasis”!
Acostumei-me a cruzar,no trânsito , mesmo de grandes cidades, com carroças – em Pajuçara, Maceió, uma placa de trânsito indicava a proibição de estacionar carroças, puxada a jegue ou cavalo! Encarei, com surpresa e “naturalidade”, o segurança de um posto de gasolina, à beira da estrada, sentado com uma espingarda no colo – um senhor, magrinho, vestido à paisana, bem nordestino, com seu “trabuco” , repousando tranquilamente nas suas pernas. Mercados, com peixes e carnes em bancadas fora da geladeira; quitandas espalhadas pelas ruelas em volta do Mercado São José, em Recife, vendendo todos os tipos de frutas; barcos cruzando o Capibaribe – ou seria o Beberibe? – sem salva-vidas, com tábuas soltas servido de refôrço pro fundo do barco; comi guisado de bode( faltou experimentar a famosa “buchada de bode”),cuscus com salsichas no café da manhã e muito queijo coalho.
Tudo isso, ao mesmo tempo, “ chocante” e natural. Aprendi que lá é assim e ninguém passa mal com dor de barriga, nem barcos afundam facilmente.
E, ainda por cima, o povo tem, talvez, o carnaval mais alegre e econômico do país, sem abadás, sem cordões e a grande maioria dos blocos, sem trios elétricos , só ao som dos Maracatus e dos saltitantes Frevos. Cada um faz o seu carnaval, seguindo os blocos que mais lhe agrada. Tem o Galo da Madrugada ( este, excepcionalmente, puxado a trios, mas de livre acesso a quem quiser, reunido mais de 1 milhão de pessoas). Tem a Galinha do Meio-Dia, em Porto Galinhas; tem o boneco da meia-noite em Olinda, que tem também a euforia do carnaval das ladeiras e dos encontros e desencontros nas esquinas dos quatro cantos.
Enfim ,uma grande magia, que ajuda a emoldurar esse Nordestismo, que a todos encanta.
Obrigado, povo do Nordeste, pela hospitalidade e por ter me dado a oportunidade de estar com vocês , mesmo que por poucos dias. Sinto-me mais brasileiro do que nunca. Vixe !
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Recomeçar
Sempre digo que é hora de recomeçar
Paro muito, hiatos longos...
Que me deixam num outro mundo
Às vezes sem ar de pensar
Escrever só por escrever ?
Criar só pelo prazer de criar ?
Mas o que é esse impulso
Que vira e mexe, em mim aparece?
Volto a escrever, talvez no automático
Talvez só pelo fato
Mas volto a imaginar, nas letras voar !
( escrito em 30/08/2004)
====================================================================
Paro muito, hiatos longos...
Que me deixam num outro mundo
Às vezes sem ar de pensar
Escrever só por escrever ?
Criar só pelo prazer de criar ?
Mas o que é esse impulso
Que vira e mexe, em mim aparece?
Volto a escrever, talvez no automático
Talvez só pelo fato
Mas volto a imaginar, nas letras voar !
( escrito em 30/08/2004)
====================================================================
RAPIDINHAS
RAPIDINHAS
Momentos ...
Toda pessoa ao chegar aos 50 (seu meio tempo de vida, cenário otimista...) deveria escrever, não exatamente suas memórias, mas os seus “me lembros”.
Pois, foi a partir dessa idéia que resolvi escrever esse livro – estou trabalhando nele -. São muitas lembranças, a maioria muito boas, algumas nem tanto, mas são lembranças que marcaram minha vida, meus momentos. E o que é a vida, senão uma seqüência de momentos ?
07/07/2006
Em français ?
On vas, de tants en temps,
Courrire, Guerrire,
Sourrire…
On vas, tout les temps,
Faire l’impossible
Pour Vivre.
(aceitando correções na escrita, pois, apesar de me virar na fala, minha escrita ,em francês, está muito enferrujada. Assim, leitores fluentes na língua, toda correção é bem vinda. Merci beaucoup.)
Momentos ...
Toda pessoa ao chegar aos 50 (seu meio tempo de vida, cenário otimista...) deveria escrever, não exatamente suas memórias, mas os seus “me lembros”.
Pois, foi a partir dessa idéia que resolvi escrever esse livro – estou trabalhando nele -. São muitas lembranças, a maioria muito boas, algumas nem tanto, mas são lembranças que marcaram minha vida, meus momentos. E o que é a vida, senão uma seqüência de momentos ?
07/07/2006
Em français ?
On vas, de tants en temps,
Courrire, Guerrire,
Sourrire…
On vas, tout les temps,
Faire l’impossible
Pour Vivre.
(aceitando correções na escrita, pois, apesar de me virar na fala, minha escrita ,em francês, está muito enferrujada. Assim, leitores fluentes na língua, toda correção é bem vinda. Merci beaucoup.)
terça-feira, 3 de julho de 2012
Um motivo pra escrever...
Na pressa acabou perdendo a entrada pro supermercado e teve que fazer a maior volta pra chegar onde queria.
Estava atrás de uns vinhos, que estavam em promoção, e que talvez tivesse naquela loja, naquela filial do super.
Não tinha, tudo "sold out" , que fazer ?
Acabou fazendo outras compras e pra não perder a viagem do vinho, resolveu comprar um outro, mais caro, só para experimentar.
As compras todas - bem poucas - couberam na sacola retornável, que também comprou, por não ter trazido a sua, que ficou no carro.
Ao chegar em casa, tirou as compras com cuidado, de dentro do carro, soltou o cachorro e subiu as escadas da varanda , de acesso à casa.
Com várias coisas na mão, teve que soltar a bolsa com as compras pra......soltar...soltar não ...! A garrafa de vinho...!Puts, tarde demais, só ouviu aquele chiadinho de líquido escorrendo e ... sentiu a M$%#@ ...Acabara de quebrar a (única ) garrafa de vinho, o mais caro que resolvera experimentar, e , de quebra...puts, olha o trocadilho involuntário, juro, acabou molhando o resto das compras , as frutas, essas tudo bem, só lavar, mas ...o papel higiênico , especial, super caro , que uma vez ou outra compra, pôxa, essa foi fogo...!(ou, melhor expressando, " essa foi uma m#@*&%**..."!!
Bem, o que fazer ? Esbravejar? Reclamar ? Com quem ?
Podia fica P da vida, ou simplesmente relaxar e resgatar os salvados.
Foi o que fêz...! Pensando no velho ditado judeu (?) : ...quando algo se quebra é que algo pior iria acontecer e não acontecerá mais. Ficou contente!
Limpou tudo , e , só de birra, fez um lanche regado a vinho, com uma garrafa de um bem baratinho que tinha na geladeira.
Mas , não sei por que, sentiu um imenso prazer bebendo aquele vinho baratinho...!
Inspirou-se, - fazia tempo que não fazia isto-, começou a escrever e , entre outras coisas, escreveu esta crônica!
Estava atrás de uns vinhos, que estavam em promoção, e que talvez tivesse naquela loja, naquela filial do super.
Não tinha, tudo "sold out" , que fazer ?
Acabou fazendo outras compras e pra não perder a viagem do vinho, resolveu comprar um outro, mais caro, só para experimentar.
As compras todas - bem poucas - couberam na sacola retornável, que também comprou, por não ter trazido a sua, que ficou no carro.
Ao chegar em casa, tirou as compras com cuidado, de dentro do carro, soltou o cachorro e subiu as escadas da varanda , de acesso à casa.
Com várias coisas na mão, teve que soltar a bolsa com as compras pra......soltar...soltar não ...! A garrafa de vinho...!Puts, tarde demais, só ouviu aquele chiadinho de líquido escorrendo e ... sentiu a M$%#@ ...Acabara de quebrar a (única ) garrafa de vinho, o mais caro que resolvera experimentar, e , de quebra...puts, olha o trocadilho involuntário, juro, acabou molhando o resto das compras , as frutas, essas tudo bem, só lavar, mas ...o papel higiênico , especial, super caro , que uma vez ou outra compra, pôxa, essa foi fogo...!(ou, melhor expressando, " essa foi uma m#@*&%**..."!!
Bem, o que fazer ? Esbravejar? Reclamar ? Com quem ?
Podia fica P da vida, ou simplesmente relaxar e resgatar os salvados.
Foi o que fêz...! Pensando no velho ditado judeu (?) : ...quando algo se quebra é que algo pior iria acontecer e não acontecerá mais. Ficou contente!
Limpou tudo , e , só de birra, fez um lanche regado a vinho, com uma garrafa de um bem baratinho que tinha na geladeira.
Mas , não sei por que, sentiu um imenso prazer bebendo aquele vinho baratinho...!
Inspirou-se, - fazia tempo que não fazia isto-, começou a escrever e , entre outras coisas, escreveu esta crônica!
Assinar:
Postagens (Atom)